Só – Olavo Bilac

Só – Olavo Bilac

Só – Olavo Bilac

Nenhum comentário em Só – Olavo Bilac
0 Flares Facebook 0 Twitter 0 Google+ 0 0 Flares ×

Este, que um deus cruel arremessou à vida,
Marcando-o com o sinal da sua maldição,
— Este desabrochou como a erva má, nascida
Apenas para aos pés ser calcada no chão.

De motejo em motejo arrasta a alma ferida…
Sem constância no amor, dentro do coração
Sente, crespa, crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.

Longos dias sem sol! noites de eterno luto!
Alma cega, perdida à toa no caminho!
Roto casco de nau, desprezado no mar!

E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;
E, homem há de morrer como viveu: sozinho!
Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão!
sem lar!





0 Flares Facebook 0 Twitter 0 Google+ 0 0 Flares ×

Deixe um comentário

Redes Sociais

Back to Top

0 Flares Facebook 0 Twitter 0 Google+ 0 0 Flares ×