Flores brancas para um ano novo

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Passada a azáfama das festividades do terrífico ano de 2016, decidi, iniciar o ano-bom com uma postura diferente.

Hoje, por exemplo, dia 02/01, após o trabalho rotineiro, tive um tempinho livre à tarde e pude rever o filme “Matrix Reloaded”. Nele, o magnífico Merovingian teve ensejo de dizer:

 

There is only one constant, one universal, it is the only real truth: causality. Action. Reaction. Cause and effect…There is no escape from it, we are forever slaves to it. Our only hope, our only peace is to understand it, to understand The ‘why’. ‘Why’ is what separates us from them, you from me. ‘Why’ is the only real social power, without it you are powerless.

 

Tomado de uma reflexão, optei por colocar em prática os compromissos firmados na noite da virada. E um deles era, justamente, o de não carregar lixo n´alma.

Todas as vezes que temos questões mau resolvidas com alguém, o problema não é só do outro, mas, nosso. Muitas vezes é um gesto impensado; uma palavra mal empregada; um atitude irrefletida que gera um desequilíbrio na relação, de consequências imprevisíveis!

Automaticamente, recordei-me da passagem evangélica de Mateus (5: 23 e 24) que preconiza:

 

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós – deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la.

 

Ora, eu não poderia pedir a proteção do Sempiterno (como fiz na virada do ano) sem antes me reconciliar com o desafeto. Merovingian diria que tudo é causalidade.

Diante dessas ilações, saí à tarde a procurar uma floricultura. Pedi a atendente que separasse flores brancas (em minha mente elas denotam paz); escrevi um pequeno texto para a pessoa a dizer que me desculpasse pela atitude que tive e que relevasse, visto sermos falhos. Pedi-lhe, outrossim, que tivéssemos uma relação de harmonia e paz! Selei o bilhetinho e encomendei a entrega na residência.

Antes que você me pergunte ou pense erradamente, não! Não se trata de uma relação amorosa, mas, somente, de uma amizade que se perdeu por conta de um mal entendido.

Ao terminar a encomenda e saber que a pessoa recebeu, eu me senti jubiloso! Leve! Foi como se uma tonelada tivesse saído de meus ombros…

Confesso que diante da minha pequenez e miséria humana, eu esperava um contato; um telefonema; um gesto de retribuição e o reinício de uma amizade. Tal não se sucedeu. Mas, aprendi que não posso pautar a minha expectativa no comportamento alheio, cada um tem o seu tempo.  Que importa? A minha parte foi feita e se a pessoa não aceitou meus pedidos de desculpas, é porque ela precisa se resolver consigo mesma. A minha consciência está tranquila!

Como estou leve!

Mais à noite, fui à pizzaria comemorar as 18 primaveras do meu primo.

Confesso que foi uma sensação de ventura e ao mesmo tempo de nostalgia. Senti-me feliz por vê-lo completar a tão sonhada “maioridade”, apreciar seus sonhos juvenis (e, de certo modo, ingênuos). E uma nostalgia pelo período de 18 anos que se passou muito depressa. É espantoso e desesperador vê-lo adulto, sendo que o vi bebezinho. É estranho… Faz-me lembrar que em breve não estarei neste plano; daqui a pouco serei sombras e pó!

Queria ter o pensamento e a maturidade de hoje com a idade do meu primo. Muitos equívocos eu não teria cometido. Muitas atitudes não teria tomado. Porém, a vida é o acumular de experiências positivas e negativas. Por isso ela é toda especial! E “jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”. Não importa a idade, o importante é a disposição para a mudança e o que somos realmente por dentro: joviais, idealistas!

Portanto, senti-me feliz por ter mandado flores brancas logo no início do ano. E que os meus dias sejam repletos de paz e felicidade. É o que eu palmilho. É o que colherei. E este ano será 10!

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