Faltou culhão

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Passada a azáfama da Copa do Mundo, alguns breves comentários despretensiosos. O futebol é, queiramos ou não, o esporte das massas. E a seleção brasileira tem a capacidade de exercer o fascínio nas pessoas, independente da nacionalidade.

Há uma construção histórica de grandes vitórias, de belas jogadas, enfim. Porém, mais uma vez, diante da fraca Bélgica (esta é a minha opinião, pois uma equipe que passou apuros contra o Japão e contra o Brasil, que jogou horrivelmente, não pode ser sensação de nada) percebemos uma equipe apática; sem brio; de organização tática horrorosa (e nem precisava ser especialista no assunto para perceber isso, não havia meio campo).

Evidenciaram-se muitos problemas: táticos, técnicos, emocionais. A Bélgica joga muito? Não! É uma equipe ruim. Fraquíssima! O Brasil que não jogou como deveria. Quando os jogadores estão na Europa eles dão o sangue, literalmente, porque lá a banda toca diferente.

Quando estão na seleção estão preocupados com o telão, com as redes sociais, com o cabelo… Faltou brio! Faltou culhão! Faltou menos contato familiar e mais concentração e treinamento! (Sem qualquer militarismo). Mas, ficar com várias famílias no local de treinamento não auxiliou em absolutamente nada. Ficar em rede social não ajudou em nada. É preciso reconfigurar tudo isso.

Faltou, ainda, o Tite ser menos clubista! Ele levou atletas pavorosos! Deveria entender que havia outros jogadores em condições MELHORES de lá estarem. Faltou um planejamento sério! Faltou autonomia (se é que já tivemos um dia) para não levar jogador já lesionado ou ruim mesmo de bola. Faltou dizer NÃO aos patrocinadores e à Rede Globo que, indubitavelmente, pressionaram para levar o jogador A ou B, mesmo sem condições de jogo. Não sejamos inocentes.

Se pegarmos o exemplo da Argentina contra a França, veremos que a Argentina tinha os mesmos problemas extra-campo que o Brasil (federação deles toda enrolada); jogadores questionáveis e de uma temporada extenuante da Europa, etc. Mas, há uma diferença muito grande entre nós. Eles tiveram RAÇA. E se tivessem mais uns 4 minutos contra a França, o jogo teria ido pra prorrogação… Mesmo com o time desorganizado, eles jogaram e lutaram até o fim.

Os nossos ficaram parados em campo, naquele jogo horrível, estavam preocupados somente com seus milhões de euros e como estavam no telão.

O futebol há muito não altera absolutamente nada em minha vida. Quando eu era criança, eu realmente me importava, participava de bolão, chorava… Hoje, eu ligo o “foda-se” geral. Tenho preocupações mais graves para a minha existência. Mas, ainda assim, fico triste ao ver que as pessoas mais simples choram, rezam, fazem promessas, ficam tristes mesmo diante do péssimo futebol nacional que, outrora, era motivo de orgulho! Nem isso mais… Enquanto houver os interesses escusos que todos sabemos por trás desse engrenagem chamada CBF, enquanto houver o monopólio da Rede Globo e enquanto houver essa crença estúpida de que somente os jogadores que atuam na Europa é que são os melhores passaremos muita vergonha ainda.

Passada a azáfama, voltaremos para a nossa realidade triste realidade. Já que nem o futebol nos traz orgulho. Agora é nos ocuparmos das eleições que também prometem ser lamentáveis. E o futuro distópico.

 




 

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