Cientistas tentam ressuscitar vírus gigante “adormecido” na Sibéria por 30 mil anos para saber seu real perigo

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Um vírus gigante que foi perfeitamente preservado nas terras congeladas da Sibéria, na Rússia, está prestes a ser trazido de volta à vida.

Os cientistas disseram que vão “reanimar” o vírus de 30 mil anos para aprender mais sobre ele e descobrir se ele é prejudicial a animais ou seres humanos.

Denominado Mollivirus sibericum, este é o quarto vírus pré-histórico encontrado desde 2003, e especialistas alertam que mudanças climáticas e o descongelamento de áreas congeladas há décadas ou séculos poderiam ressuscitar agentes patogênicos perigosos.

O vírus foi descoberto pelo Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, na região de Kolyma, na Rússia. É o segundo vírus de seu tipo a ser encontrado pela equipe, juntando-se a outros vírus gigantes, incluindo o ‘Minivirus’, encontrado em 2003, os Pandoravirus, encontrados em 2013, e Pithovirus sibericum descoberto no ano passado. Para se qualificar como um “gigante”, um vírus deve ser maior do que a metade de um mícron, ou um milésimo de milímetro. Mollivirus sibericum, que significa “vírus sutil da Sibéria”, mede 0,6 mícron e pode ser visto usando microscopia de luz.

Escrevendo nas continuações do jornal da National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores disseram: “A saga de vírus gigantes começou em 2003. Dois tipos adicionais de vírus gigantes foram descobertos e nós agora descrevemos o Mollivirus sibericum, um quarto tipo de vírus gigante isolado a partir da mesma amostra permanente de gelo. Estes quatro tipos de vírus gigantes apresentam diferentes estruturas, tamanhos, genoma, e ciclos de replicação. A sua origem e modo de evolução são objetos de hipóteses conflitantes. O fato de que dois vírus diferentes poderiam facilmente ser revividos do permafrost pré-históricos deve ser motivo de preocupação em um contexto de aquecimento global”.

As regiões nas quais os vírus gigantes foram encontrados, são cobiçadas por seus recursos minerais, especialmente o petróleo, e serão cada vez mais acessíveis para exploração industrial com o degelo.

Ao mesmo tempo, a mudança climática está aquecendo as regiões árticas e sub-Árticas mais que o dobro da média global, o que significa que a permafrost está derretendo. “Algumas partículas virais que ainda são infecciosas podem ser suficientes, na presença de um hospedeiro vulnerável, para ‘reviver’ um vírus potencialmente patogênico”, disse o pesquisador-chefe Jean-Michel Claverie. “Se não tivermos cuidado, corremos o risco de um dia ‘acordar’ um vírus como a varíola, que pensávamos ter sido erradicado”, acrescentou.

Claverie e seus colegas tentarão reviver o vírus recém-descoberto, colocando-o em uma ameba – protozoário unicelular –, que servirá como seu hospedeiro. Diferentemente da maioria dos vírus que circulam hoje, estes espécimes antigos não são apenas maiores, como também são muito mais complexos geneticamente.

M. sibericum tem mais de 500 genes, enquanto que uma outra família de vírus gigante descoberto em 2003, o Pandoravírus, tem 2500. O vírus da gripe A, por outro lado, tem oito genes.

Em 2004, cientistas americanos ressuscitaram o vírus da ‘gripe espanhola’, que matou milhares de pessoas no início do século 20, a fim de entender como o patógeno foi tão virulento. Pesquisadores norte-americanos voaram para o Alasca para levar os tecidos congelados do pulmão de uma mulher que foi enterrada na permafrost. Com a análise de detalhes genéticos e autópsia de tecidos armazenados em formalina, a equipe reconstruiu o código por oito genes do vírus. O trabalho foi feito em um laboratório de segurança máxima nos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Fonte: Daily Mail Foto: Reprodução / Daily Mail

http://www.jornalciencia.com/tecnologia/biotecnologia/5351-cientistas-tentam-ressuscitar-virus-gigante-qadormecidoq-na-siberia-por-30-mil-anos-para-saber-seu-real-perigo




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